sexta-feira, 28 de março de 2025

confissão

P...P...P... Ontem o teu nome aparecia em todo o lado... Como se quisesses mostrar a tua presença..devaneios do meu pensamento. Foram só coincidências. 
A feira de março começou...o lugar onde em 2023 conheceste os meus filhos... Onde os quiseste mimar... Aquele colar com a pedra rosa ainda anda por aí. Tinha que ser cor de rosa? 
O meu coração morreu. Bate mas não sente e acho me incapaz de amar. A quantas mulheres terás retirado a capacidade de amar? Não muitas, imagino. Mas será que tens noção que o amor que entregas é tão avassalador que depois o que resta é destruição? Ainda ontem tentei ... O meu corpo não responde. Eu não procuro. Podem vir os que forem .. só tu conseguirias. Por outro lado, não. Porque sofrer como sofri não é justo para alguém que só queria ser completa e feliz. Nunca o tive por inteiro. Um sentimento tão forte e tão nobre que pelo menos eu senti, talhado pela espada da culpa sempre a pender a um milímetro da minha cabeça... Por causa do meu estado civil. Ao menos uma vez... No início. Teria sido estratosférico. Aquele dia na cabana nas salinas. Tu não quiseste. Gostas de requinte, eu sei. Mas o amor acontecia sempre que nos aproximavamos... O amor acontece e perto da natureza ganha ainda mais beleza. Injetavas me de amor e depois proibias me de amar te. Só tu decidias quando. Era tudo mágico, lindo, sonho de princesa... Como poderei eu esquecer? Deixar de sentir...? A tua voz... Que saudades da tua voz . Logo aí havia amor. Mas o timbre da tua voz era mágico.... "Só sou assim para ti..." Não sei se acredito... Na altura, acreditei. Estúpida. 
Sabes que ganhei aversão ao WhatsApp e a certas músicas que ouvi na radio... "Please, Stay .. I want you, I need you, oh God..." E a outra do Bruno Mars com a lady Gaga... Não as suporto... Num dia pior, desato logo a chorar .. percebes porque me destruiste? Porque é impossível sair incólume disso tudo que me deste. E da forma rápida com que me descartaste. E isso faz me pensar que nem tudo foi verdadeiro...e dói. Continuo a precisar de chorar para sangrar o amor que te tenho. Comparo te ao meu irmão. Lideres. CEOS implacáveis. Convencidos de que o seu modus operandi é o certo. Verticais na decisão. Corretos? Não sei. Perdi ambos. Não sei qual dos dois dói mais. E qualquer dia perco a minha mãe... 
Aqui em casa a teimosia é o valor que reina. 
Ficaria a escrever-te o resto dos meus dias... Mesmo sem resposta, ... 
Mais do que me teres abandonado, proibiste me de me preocupar contigo. Não me queres por perto de qualquer maneira. Já terás dito à tua senhora... ( Maria, veio me agora à cabeça) Que não me querias nem pintada... E quantas vezes hás de ter dito ao teu irmão mal de mim... É para te convenceres de que sou má pessoa só por não ter tido coragem de destruir a família... 
Decidiste o teu caminho e excluiste me dele. Eu poderia ser o que ela era para ti. Ligar de três em três meses, só para saber se estava tudo bem com os teus exames. Mas não, nem isso eu posso ser. Talvez fosse pior, sim. Nem sei... Eu acredito que está tudo bem. 
Melhor do que nunca, não é? E afinal o que terás sentido por mim já desapareceu... E penso que se és feliz, nunca me amaste. Porque eu nunca mais terei desse amor que verdadeiro ou não, me entregaste... Tenho os alarmes todos a tocar....

sexta-feira, 21 de março de 2025

1 ano...

Tantas frases se desenham na minha cabeça.... E se desfazem ... Ainda faz só um ano. Não dois, não três, não cinco ou dez... Hoje preciso meter para fora... A revolta que ainda me habita. Não por me teres deixado, por teres posto fim ao que tínhamos... Mas por seres tão leviano na forma como decidiste pôr em marcha o teu plano B. És cruel. Podes não ter noção disso, mas é -lo. Chamar-lhe-ás responsável. O teu usual "eu sou assim"... Enclausurada para sempre numa infelicidade tão minha... Parte disto não é da tua responsabilidade, mas outra parte é. Porque não dá para te substituir como tu fizeste comigo .. não dá!!! Não percebes, pois não??? Nunca entenderás.porwue para ti o amor é uma decisao....de não ficar sozinho. Porque para ti é tudo cerebral, é tudo mentalização ... Porque afinal não eras assim tão ou nada independente... 
Talvez um menino perdido à procura de uma segunda mãe que tratasse dele. 
Eu sou uma mulher extraordinária, sim. Sempre serei. Já o era antes de te conhecer. Não tenho pena de mim. Apenas abraço um sofrimento que entendo como destino. Sei que Deus me concederá uma recompensa. Mas, sim, sou mais infeliz desde que te conheci. Como não??? Ter o que sempre sonhei e não ser capaz de escolher me... 
Faz um ano hoje do teu abraço piedoso. Do teu alívio em despachar me. Da tua alegria que não esqueço naquele dia , 11 de abril... Mortinho por a abracares e tocares, mesmo ali à minha frente... Como descartas sentimentos tão facilmente...
E não me venhas mais com perfis falsos de "passionate and responsible" com ponto final. Eu já percebi o ponto final há muito tempo. Não mexas na ferida. Não gozes. Não testes. 
Já chega. 
Apenas uma laranja que desejei ao jantar e ninguém me deu causou isto... Algo que farias facilmente só para me veres feliz...
Devo ter te conhecido por algum motivo, mas juro que ainda não entendi... 
Responsável mas infeliz ou para sempre incompleta...
Qualquer dia põe me ele os patins...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Frio

Está frio...
Tantos e tantos versos se desenham na minha mente. Adio a escrita. Adio sempre... Depois a minha cada vez mais fraca memória encarrega se de os esquecer naturalmente. Ontem festejaste... Voltei a chorar. Não pude evitar. Pior do que não te poder desejar os parabéns é saber que não queres que o faça. Pior do que teres me afastado é sentir que me obrigaste a não saber de ti, a não me preocupar contigo... Hás de estar bem. Melhor que nunca. Sem mim. Sim, era isso que querias. Afastar-me de vez. Que eu te esquecesse. Como se fosse possível. 
Ainda sinto uma qualquer força dentro de mim. Um grito impetuoso de revolta e mágoa dilacerada em dor... A dor nunca passará, sabes?? Cada dia que passa é uma pedra mais pasada que coloco na sepultura do nosso amor. Para ti é fácil. Tudo parece fácil. Como se fosse possível encontrar alguém como tu...ou como eu. Por vezes sinto me ridícula. Afinal, foi tao fácil para ti substituíres me na tua vida. Tão fácil.... 
Pois eu nunca mais serei a mesma. Nem acredito voltar a sentir-me perto do que me fizeste sentir. Faz hoje um ano comprei-te o equipamento... Fizeste me aquele chá de flor... Parabéns, meu amor.

Fuga

Tenho de lutar todos os dias contra mim. Proibir-me de escrever, para não te citar... Proibir-me de pensar, odiar-me todos os dias por ainda sofrer... Hoje fugi do sol. Fechei as persianas, queria dormir para hibernar das recordações, dos sonhos em que ainda me apareces, mesmo descaracterizado .. eu a pensar, quando acordei... Bigode ruivo... Deve ter sido ela que pediu (imaginei...)... Sim, estavas sozinho como sonhei encontrar-te mas mais indiferente que nunca. Falaste-me com a tua voz doce (como sinto saudades de a ouvir...) mas da tua serena felicidade... Os teus acenos assertivos, a tua determinada postura de homem completo. Acordei infeliz. Nada de novo. Ontem podia ter morrido porque adormeci com o cobertor ligado e já não teria chorado hoje por ti. Não teria masoquisticamente massacrado a minha mente... Tinha de chorar para me sangrar de novo... Sangrar a ferida do amor que te tenho e que ainda está aberta. Depois sinto-me uma criança... Dói tanto imaginar-te com ela. Embora eu saiba que sou melhor, mas dói...depois penso que também é tudo falso,...
14-02-2025

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Absorção

Desabsorvo a esperança 
Repudio a ilusão e a certeza do que foste.
Conformo-me com a meia mentira e a meia verdade do que fomos.
Sossego no meu vazio e na minha sina.
Confesso-me derrotada.
Todas as lutas ou batalhas ou guerras são inúteis, e assim também o são os sonhos e as vontades. 
Vou acomodar me ao nada e nada será.
Não há bem nem mal no nada. Não há sorrisos, nem alegrias, nem tristezas, nem euforias, nem desesperos, nem lágrimas, nem bronzes, nem suspiros, nem gargalhadas... Seria tão bom viver sem amor e sem sentir. 


sábado, 6 de junho de 2015

Renovação?


Boa noite, meu amor.

Os meus bebés estão cada vez mais crescidos. Hoje quis muito vir aqui, depois de ter-te percorrido todas as linhas do rosto com o cruel cursor, enquanto algumas lágrimas furtivas me alagaram os olhos.

Não quero que sejas fonte de tristeza. Quero imaginar-te liberto e glorioso, feliz como esta criança.

Sinto-me envelhecer como mulher, mas renovada no papel de mãe. Prolongar a existência através de dois seres tão especiais é mágico. Quero reinventar-me de todas as maneiras possíveis, mas sabes (TU SABES) que o frenesim de ser verdadeiramente feliz se foi. Falta sempre algo. Foi sempre assim.
Voltaram as crises de ansiedade, o intenso ardor da revolta, o cansaço esgotante do trabalho e da falta de educação que grassa nas salas de aula. Estou exausta de repetições infelizes que me tolhem a vida.
Por que tenho que ser serva do ordenado?
Mas também soube explodir. Também me ouviram e também me leram. A Democracia serve ao menos para aparentemente aliviar as mágoas.
Quero muito cuidar de mim.
Gostar-me.
Mimar-me.
Explicar-me perante esta vida que escolhi.
Não te consigo expulsar dela.
Regressas sempre.
Tenho vontade de te visitar e chorar ao teu lado.

Agora vou ter de continuar os testes, apesar da dor de costas.
Beijo-te a alma.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Imortal



Para ti, onde quer que estejas...
Porque a beleza (da arte) é imortal... tal como tu.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Porquê?

Olá, meu amor.
Jorram lágrimas dos meus olhos
Vindos das profundezas do meu inculcado desgosto.

No dia 15
visitei-te.
(faziam 2 anos que te tinha visto pela última vez)

Levei-te duas túlipas.
Uma da cor do fogo queimado (tu)
outra branca, raiada de roxo (eu).

Não sei se soa bem o que vou dizer,
mas achei aquele lugar bonito.
Achar um cemitério bonito e iluminado
um local quase prazeiroso,
é no mínimo estranho.

Fazes-me falta, mesmo sem nunca me teres feito companhia.
faz falta sentir-te vivo,
sentir-te feliz.
Talvez se ainda com ela
já não estivesses tanto comigo.

Sinto-me tão infeliz, por vezes...
sinto as escolhas
finas como agulhas
a cutucarem-me a consciência.

Sinto-me nova
renovada pela ciência
mas vazia na alma
doída no vazio que me deixaste
com a tua partida.

Que lindo estás na tua campa,
retrato de beleza ceifada
azul celeste de infinito
brilhante olhar
perdido.

Amo-te, meu amor.

sábado, 6 de setembro de 2014

Remember?



Esta é toda e só para ti.
queria dançá-la, senti-la, vive-la contigo.

Abraça-me, beija-me, se estiveres aqui...
Mesmo só com a tua alma.



Será que existe mesmo o "nunca mais"?.....



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

another stone - 10 dias depois...


O tempo foi e tem passado
sempre correndo...
Tu, sempre em mim, todos os dias,...
Ontem retirei uma "presença" tua do meu quarto porque cheguei a acreditar que me perturbava.
Nada mais ridículo para um não supersticioso.
Porém, a minha fraqueza presente tudo absorve.
São os efeitos secundários da minha primária insegurança e de outras drogas que faço correrem-me no sangue.
Aproxima-se o trabalho. Assusto-me com o que o futuro trará.
Provações e aprovações favoráveis. Assim o espero.

No domingo senti o mar entranhar-se em mim. Como se fosses tu.
A força, o frio, o choque do meu corpo contra a corrente.
Não dá para te excluir.
Estás em todo o lado,
mesmo que, na verdade, estejas já carcomido...
Mas para mim ainda vives.
Vives-me e vivo-te.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

8



Tinha de vir cá hoje corroborar a minha incredulidade, 8 meses volvidos.
Continuo a pensar em ti nos vários momentos que cada dia da minha vida me oferece.
Continuo estupefacta com o espetáculo da vida.
Cada vez ouvindo menos o silêncio.

Há dias escrevi-te um texto que reza assim:

"21 de maio de 2014 - 1a.m.

Digamos que este poderia ser o nosso "diário com vida"...
Por ser dia 20 lembrei-me de ti. Também por ter olhado para a lua (cheia, linda...), uma meia lua que carreguei hoje ao peito num colar algo étnico que tenho. É dos que mais gosto de usar.
Lembrei-me hoje da música dos Queen "Love of my life" - como gostaria de ta ter dedicado.
Lembrei-me também do teu aniversário de 2009 em que nos cruzámos naquele famoso bar de danças latinas... No teu trajeto de saída parecias procurar-me com o olhar e não só... e lá nos cumprimentámos num misto de concumitantes "olá e adeus". Ainda tive tempo de dizer: "Parabéns!" e tu "Obrigado", talvez sem saberes ainda que tinha enviado outra mensagem via email dizendo: "Apesar de não te lembrares de mim, eu nunca me esqueço de ti."
Lembro-me bem desse dia. Dancei algumas mesmo à tua frente, toda envergonhada... Estavas encostado ao balcão com o teu irmão; aliás, passaste lá a noite. Nem uma dançaste!
Deus roubou-te a vida! Ou será que foi tal o teu desgosto que pudeste causar tanto mal a ti mesmo com aquela ruptura... e tu a minha perda!
Gostava tanto de ter podido conversar contigo, estar contigo, antes de teres "encontrado" esta última pessoa. Queria ter sido aquela amiga, o teu ombro, sei lá... juro que não ia tentar nada. Nem um abraço... um toque de mãos... bem, pelo menos dançámos uma bachata! Incompleta mas dançámos. Contigo foi sempre tudo desencontrado ou incompleto...Acho que éramos mesmo almas gémeas. Talvez o destino tivesse traçado que eu ou tu morreríamos para nos podermos encontrar numa outra vida. No bloco de partos bem senti a morte perto.
Nunca a filosofia dos karmas e da reencarnação me fez tanto sentido. O sobressalto de poder encontrar-te por aí acabou. Mas fica um vazio tão grande...um buraco tão fundo... tão escuro, como a boca de Deus...
E também aqueles telefonemas em que ninguém falava... Tinhas de ser tu. Eras tu!
Que saudades, ETERNAS SAUDADES, minha alma gémea!"

No silêncio da noite, tento acreditar que estás perto e bem.





quarta-feira, 30 de abril de 2014

Tristeza

Hoje parece-me outono.
Pelo vento, pelo frio... abril acabou.
Foi um dia menos bom, com cansaço e pressão q.b.
Tudo a explodir e a sufocar ao mesmo tempo.
Tudo a matar por dentro.

Amannhã já será maio.
Talvez amanhã não me digam para sair.
Talvez amanhã não me mostrem onde fica a porta.
Talvez amanhã toque, ao de leve, núvens fofas de ternura
junto dos meus dois tesouros.

Nem tudo em mim é falta de sono
Nem tudo em mim é incompreensão e impaciência
Nem tudo é causa do cansaço.

Há em mim uma saturação de palavras-lâmina.
Palavras geradas em qualquer coisa que roce o não tão bem intencionado.
E isso causa-me dor. Causa-me a pressão de ter que ser o que nunca serei-
Perfeita.

Mas sou e sempre serei uma boa mãe.
Nem que tenha de chorar a rodos como hoje.
Nem que tenha mesmo de sair por aquela porta
negando-me ao diálogo.
Nem que tenha de engolir o maior dos sapos
ou até um hipopótamo.
Ou atravessar um deserto frio e turtuoso
de mágoas acumuladas.

Acabo abril assim.
Ferida, triste e incompreendida
como um carro cheio de mossas.
mas hei de aguentar as batidas e seguir
ainda que no meu rosto, pelas rugas
ou através de quaisquer outras marcas suas amigas
vão ficando os sinais de alguns desgostos repetidos.
Irreparáveis.




terça-feira, 29 de abril de 2014

Arrepios e lágrimas



E, de repente, acontece novamente.
Quando me dei conta,
tinha o coração espremido
a alma tolhida pelo arrebatamento
desta ou de outra melodia.
Canções que sempre te trarão forte, inabalável.
As emoções que me causaste foram tantas como estas velinhas.
Incontáveis e perenes.
Até que veio sobre nós um sopro...
Tudo terá acabado quando partiste. Ou talvez não...
Talvez ainda nos encontremos em algum lugar, quiçá no Paraíso.
Onde estarás? Por onde andará a tua alma?
Límpida como as águas impolutas de um rio.
Suave como o verde dos teus olhos.
Forte como a robustez das tuas mãos.

Queria tanto encontrar-te e ser tua, como nunca fui.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Sentido

Não sei se faz sentido
Não sei se faz sentido continuar
Continuo a vir, por isso deve fazer
Sentido.

O que sinto continua a ser único.
Nesta era, talvez não mais voltemos a encontrar-nos.
Quem sabe?

Penso agora não em comprar uma mas em plantar.
Plantar um túlipa vermelha
que germine junto a ti, ou do que há de ti na terra.

Seria a minha eterna presença junto a ti.
Mas talvez tivesse que ser uma árvore.

Sim, porque uma flor pode secar, pode também morrer.
E eu não quero morrer junto a ti.
Quero florir, quero revigorar, quero fortalecer.

Quero plantar-me junto a ti.
Aceitas(-me)?

É tão difícil aceitar que partiste.
demasiadamente incomprenesível.
Exaustivamente impossível.
Por isso esta vontade de semear a vida numa flor que pretende ser uma eterna homenagem a ti, a mim, a sentimentos que talvez só tenham existido na minha cabeça.

Mesmo assim.
Quero plantar-me aí, ao pé de ti.

Terá que ser no inverno.
O bolbo enraíza na estação fria, para depois florescer na primavera.
Assim será.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Bad day



Talvez seja defeito dos poetas e dos loucos... a eterna insatisfação.
Hoje senti-a como nunca.
Queria muito ser normal, ver a vida de outra forma, sentir-me mais feliz...
A partir de hoje e durante 5 anos conviverei com uma imagem de mim.
Talvez seja essa mesmo que me defina neste momento e que eu gostaria apenas de "disfarçar".
Estava linda. Cabelo pintado, maquilhada, sobrancelha feita... no meu melhor!
Contudo, transpirada.
A impressão digital não saía.
"desculpe, agora o esquerdo."
Dois minutos depois: "agora é o direito que não dá... tome, seque aqui a mão, está muito suada"
A franja desalinhada, o sorriso amarelo.
A tranquilidade: - vem de dentro!
E, durante 5 anos, aquela foto vai exprimir eximiamente o dia, talvez o período mais ansioso da minha vida.
Um dia em que, mais uma vez, não parei para me ouvir a mim própria e fiz aquilo que me "inflingiram". Vou tentar evitar que se repita. Mas sei que se vai repetir...
Terei de olhar para ela e recordar este dia, sempre que olhar para o meu CC.
No meu rosto, o peso da ansiedade, da pressa, do suor de uma tarde que durará 5 anos...

Em cada dia, sempre há algo que te traz forte. Forte o suficiente para fazer uma ou mais lágrimas brotarem dos meus olhos.
Hoje fixei-me no vazio, imaginei-te lá. Cá em casa imagino-te sempre lá, à entrada do corredor. Em pé, a olhar para mim. Não teria medo de ti, mesmo que te soubesse perto. E às vezes imagino que estejas. Decerto só na minha imaginação...
Pode parecer estranho, mas por vezes sentia que a morte tocaria um de nós. Mas sempre pensei que fosse eu... Não sei porquê.
Bem, chega de ideias fúnebres... hoje (dia 2), embora já sejam 0:44 (portanto, dia 3), aconteceu mais um aniversário da tua morte.
Abraço-te com a minha alma e todo o meu amor. (Nem nunca um abraço demos!...)
O almoço foi às quatro e a sopa do jantar tardio não chegou. Pedi-lha e não ma trouxe. Magoou.
O beijo de boa noite também foi dispensado.

Tenho a certeza que quando ouvias esta canção, pelo menos uma vez te lembraste de nós.
Ela faria todo o sentido na tua nova relação... Aliás, quando a ouvi pela primeira vez, percebi como o tempo tinha passado e a viragem que representava (Agora só pensas nela...não em mim).
Por te amar tanto, desejava que ainda estivesses vivo e feliz.
Este vídeo, nunca o viste porque foi publicado após a tua ida...

https://www.youtube.com/watch?v=t2wDJaE60n8